Da redação
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, visitou tropas israelenses neste domingo (12) no sul do Líbano, onde permanecem desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. Acompanhado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e altos comandantes militares, Netanyahu afirmou que a ocupação visa combater o Hezbollah, milícia libanesa aliada do Irã. Segundo o premiê, a invasão “evitou uma incursão vinda do Líbano”.
Bombardeios israelenses lançados após a reação do Hezbollah já mataram mais de 2.000 pessoas no Líbano e feriram outras 6.000, conforme dados do Ministério da Saúde libanês. Os ataques também forçaram mais de 1 milhão de libaneses a deixarem suas casas. O governo em Beirute tenta negociar diretamente com Tel Aviv para interromper os ataques e discutir a retirada dos soldados israelenses do sul do país.
Netanyahu, porém, descartou diálogo com o Hezbollah, o que, segundo especialistas, pressiona o governo libanês a agir contra a milícia xiita, alimentando temores de uma nova guerra civil no país.
Ainda no domingo, a ONU denunciou que tropas israelenses investiram com um tanque Merkava contra veículos da Unifil, força internacional de paz no Líbano, causando danos significativos. A Unifil também relatou ter sido alvo de tiros de alerta, um deles atingindo o solo a apenas um metro de um militar da força. Três soldados indonésios da Unifil morreram desde o início do conflito, vítimas de tiros israelenses e bombas do Hezbollah, segundo investigação.
O papa Leão 14 pediu novamente cessar-fogo na região, declarando sentir-se “mais próximo do que nunca do querido povo libanês nestes dias de dor, medo e esperança invencível em Deus”, e insistiu na obrigação moral de proteger civis dos horrores da guerra.






