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Governo Lula demorou 12 horas para responder à decisão dos EUA sobre facções


Da redação

O governo brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responderam ao anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos classificando as facções PCC e Comando Vermelho como terroristas após mais de 12 horas de discussões. A análise foi conduzida em Brasília com ministros Mauro Vieira, Miriam Belchior e Sidônio Palmeira.

Durante as conversas no Palácio do Planalto, os integrantes do governo utilizaram pesquisas qualitativas para subsidiar a resposta oficial. Segundo participantes, Lula e seus auxiliares decidiram adotar um posicionamento mais firme diante da repercussão interna provocada pelo anúncio americano.

A estratégia foi fundamentada na percepção de que, apesar de setores comemorarem a decisão dos Estados Unidos, tal movimento pode gerar, ao longo do tempo, efeitos negativos semelhantes ao chamado “tarifaço 2.0”, referência ao aumento de tarifas americanas contra produtos brasileiros no governo Trump. Na ocasião, a popularidade de Lula cresceu após o episódio.

Dados recentes apontam que a população brasileira demonstra grande preocupação com a violência, considerada o principal tema das eleições. No entanto, conforme apurado pelo governo, o eleitorado não vê uma intervenção norte-americana no Brasil como resposta eficaz para esta questão.

Outro aspecto identificado é o temor de que o Brasil venha a ser alvo de ataques estrangeiros, especialmente após conflitos recentes no Oriente Médio, envolvendo os Estados Unidos, e eventuais ações contra países da América do Sul, como a Venezuela. Esse receio tem se refletido em pesquisas feitas pelo governo.

Além do receio em relação à segurança, as avaliações do Planalto indicam que uma parcela da sociedade duvida da efetividade dos programas nacionais na área e teme possíveis agressões. As pesquisas qualitativas também mostram que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, não é admirado pela maioria dos brasileiros.