Da redação
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e a Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos – Rede Hemo inauguraram, na terça-feira (14/4), o primeiro Centro de Processamento Celular (CPC) da rede pública de saúde do Estado. O novo serviço está instalado no Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz, em Goiânia, e tem como objetivo expandir os transplantes de medula óssea, tratamento fundamental para diversos tipos de câncer, como leucemia e linfomas, além de doenças que afetam o sistema sanguíneo.
Com investimento superior a R$ 660 mil, o CPC tem capacidade mínima para realizar até 60 procedimentos mensais, incluindo coleta, manipulação e processamento das células necessárias para os transplantes. O espaço dispõe de tecnologia de ponta, como freezers a -80°C, centrífugas refrigeradas, cabines de segurança biológica e sistemas rigorosos de controle, todos validados conforme as normas brasileiras.
Este é o segundo Centro de Processamento Celular da rede pública no Centro-Oeste e o nono em todo o Brasil. A inauguração representa também economia para o Estado, já que o serviço, até então, era contratado na rede privada. O CPC atenderá não somente o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG, mas também outras unidades públicas e privadas.
Durante o evento, o secretário de Saúde, Rasível Santos, afirmou que o novo CPC amplia a oferta de transplantes de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS), proporcionando “esperança e mais chances de sobrevida às pessoas que fazem o tratamento de câncer”. Ele destacou ainda que procedimentos semelhantes também são realizados no Complexo Oncológico de Referência no Estado de Goiás (Cora) e no Hemocentro de Rio Verde.
Rasível Santos ressaltou, ainda, que a centralização do procedimento no Hemocentro garante maior segurança e resultados mais consistentes. “A partir de agora, tudo será feito no Hemocentro Coordenador de Goiás, desde a coleta até a criopreservação. Isso garante resultados consistentes no transplante de medula óssea e maior índice de cura”, concluiu.






