Por Alex Blau Blau
Sessão desta quarta-feira prevê interrogatório de acusados em caso que envolve a morte de dez pessoas da mesma família
O julgamento da chamada maior chacina da história do Distrito Federal entra nesta quarta-feira (15) em seu terceiro dia de sessões, com a expectativa de ouvir o interrogatório dos cinco réus apontados como responsáveis pelo crime.
Os acusados são Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva, todos respondendo por envolvimento na morte de dez integrantes de uma mesma família entre o fim de 2022 e o início de 2023.
Nas primeiras etapas do júri, o tribunal ouviu testemunhas e representantes da investigação. No primeiro dia, foram colhidos depoimentos de seis pessoas. Já no segundo, outras 12 testemunhas e o delegado responsável pelo caso prestaram esclarecimentos ao júri.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo a posse de uma área rural de cerca de 5,2 hectares, localizada na região do Paranoá, avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões. O terreno já era alvo de litígio judicial antes dos assassinatos.
O processo é considerado um dos mais complexos já julgados na capital federal e pode se estender por vários dias, com possibilidade de sessões adicionais até mesmo no fim de semana, caso o andamento do júri exija.
O caso ganhou repercussão após o desaparecimento de membros da família no início de 2023. As investigações apontaram uma sequência de crimes que envolveu o sumiço de diferentes vítimas ao longo de poucos dias, com desfecho marcado pela localização de corpos em diferentes pontos do entorno do Distrito Federal e de Goiás.
A apuração policial concluiu que o grupo estaria ligado a uma série de homicídios relacionados ao conflito pela propriedade rural, que teria desencadeado a violência em escala familiar, culminando no caso que chocou a região.




