Da redação
O programa Viva Flor, iniciativa da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), consolidou-se como uma das principais políticas públicas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar desde sua criação como projeto-piloto em 2017 e implantação oficial em 2018.
Atualmente, o programa assiste simultaneamente cerca de 1.810 mulheres e já atendeu mais de 3.034 desde seu início. Um dos principais resultados é a ausência de casos de feminicídio entre as participantes, atribuída à proteção imediata e humanizada disponibilizada pelo Viva Flor.
Desde 2023, o programa experimentou crescimento acelerado, impulsionado por avanços tecnológicos e ampliação da rede de atendimento. Inicialmente baseado em aplicativo, desde 2021 conta também com um dispositivo próprio de acionamento emergencial para mulheres em maior vulnerabilidade, sem acesso à internet ou smartphones.
A atuação integrada com o sistema de justiça, por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe), das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams I e II) e do Copom Mulher da Polícia Militar do DF, agiliza o atendimento às vítimas. Desde 2023, a ativação do dispositivo de proteção passou a ser realizada nas próprias unidades policiais, reduzindo o tempo entre denúncia e proteção.
O perfil das vítimas atendidas aponta maioria com idade entre 30 e 59 anos (67%), seguido de mulheres entre 18 e 29 anos (26%) e acima de 60 anos (6%). Autoridades ressaltam a efetividade do Viva Flor: a governadora Celina Leão considera a proteção das mulheres uma obrigação do Estado, e o secretário interino Alexandre Patury destaca a ampliação ágil e humanizada do atendimento. A redução do tempo de resposta também é enfatizada pela secretária-executiva Regilene Siqueira e pela major Patrícia Jacques da Silva, chefe do Copom Mulher.






