Da redação
Os réus Carloman dos Santos Nogueira e Carlos Henrique Alves da Silva prestaram depoimento nesta quinta-feira (data não especificada) no Fórum de Planaltina, onde ocorre o julgamento da “Chacina do DF”, crime que resultou na morte de dez membros de uma mesma família há três anos. Na quarta-feira, Gideon Batista de Menezes e Fabrício Silva Canhedo haviam sido interrogados, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa optou pelo silêncio. As sessões do júri, que chocou a população, devem se estender até o fim de semana.
Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o grupo responde por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menores, com penas que podem variar entre 211 a 385 anos de prisão. Durante os dias de julgamento, todos os réus foram escoltados pela Polícia Penal e impedidos de se comunicar entre si nas sessões.
Em seu depoimento, Carloman admitiu ter disparado acidentalmente contra Marcos Antônio Lopes de Oliveira e detalhou a dinâmica das mortes. Ele afirmou que Gideon e Horácio foram responsáveis pelos enforcamentos de Renata e Gabriela, cometidos dentro de um veículo. Carloman relatou ainda que Horácio matou Thiago com uma corda, além de Ana Beatriz e Claudia com uma faca, utilizando cal sobre os corpos para disfarçar o odor. Ele declarou ter recebido promessa de R$ 500 mil pelo crime.
Carlos Henrique, último a ser ouvido, negou saber que participava de uma chacina, alegando que acreditava tratar-se apenas de um assalto e que sua atuação se limitou a render Thiago e pegar seu celular e cartão.
A fase de debates começou nesta quinta, com o promotor Nathan da Silva Neto classificando o crime como “monstruosidade” e destacando o planejamento do caso, enquanto documentos e mensagens apresentadas reforçaram o envolvimento dos réus. A defesa deverá apresentar seus argumentos nesta sexta-feira antes da votação dos jurados e a leitura da sentença pelo juiz.






