Da redação
Drones ucranianos atacaram, na noite de sexta-feira (17), várias instalações petrolíferas na Rússia, incluindo refinarias na região de Samara, um depósito de petróleo na Crimeia e um porto no mar Báltico, segundo autoridades russas e o comandante das forças de drones da Ucrânia, Robert Brovdi. Os ataques a infraestruturas de petróleo, tidas como cruciais para o orçamento de guerra russo, têm se intensificado nas últimas semanas e frequentemente atingem locais distantes das fronteiras entre os países.
Na região de Leningrado, o governador Alexander Drozdenko informou que um incêndio foi controlado no porto de Visotsk, operado pela Lukoil, que exporta derivados de petróleo. Brovdi afirmou no Telegram que as forças ucranianas também investiram contra refinarias em Novokuibishevsk e Sizran, ambas em Samara. “Vamos tornar o petróleo russo grande novamente”, declarou de forma irônica, fazendo alusão ao slogan de Donald Trump.
Na Crimeia, o governador de Sebastopol, apoiado por Moscou, relatou a derrubada de 22 drones e incêndios em tanques de combustível, enquanto tropas ucranianas afirmaram ter atacado ainda dois navios de desembarque e um navio de guerra na península. Brovdi calcula que investidas recentes em setores logísticos russos reduziram em 880 mil barris o volume diário de embarques, dado que não foi verificado pela Reuters.
Simultaneamente, a Rússia realizou sua maior operação aérea de 2024 contra a Ucrânia entre quarta e quinta-feira, atingindo 26 localidades, inclusive Kiev, Dnipro e Odessa. O ataque deixou pelo menos 13 mortos, mais de 100 feridos e mobilizou 659 drones — dos quais 636 foram abatidos — e 44 mísseis, com 31 neutralizados.
O recrudescimento ocorre no contexto de relaxamento temporário das sanções americanas ao petróleo russo, visando controlar os preços globais de energia após o aumento provocado pelos conflitos no Oriente Médio. A guerra intensificou-se após ações de Estados Unidos e Israel no Irã, elevando a instabilidade e a concorrência entre Moscou e Kiev por conquistas táticas.






