Da redação
Brasil, Espanha e México anunciaram neste sábado (18) que pretendem intensificar a ajuda humanitária coordenada a Cuba, em resposta à crise provocada pelo bloqueio dos Estados Unidos à ilha. A decisão foi divulgada em declaração conjunta após reunião em Barcelona entre o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
No documento, os três países pedem um “diálogo sincero em conformidade com a Carta da ONU” e afirmam que o povo cubano deve ser livre para decidir seu próprio futuro. A cúpula internacional foi realizada logo após o Fórum Democracia Sempre, iniciativa criada em 2024 por cerca de 20 líderes para enfrentar a ascensão da direita radical no mundo.
Após o evento, Lula participou de um almoço com o presidente colombiano Gustavo Petro, a presidente mexicana Sheinbaum e o uruguaio Yamandú Orsi. Durante o fórum, líderes expressaram repúdio às guerras recentes e preocupação com a descrença dos eleitores no direito internacional e na democracia, fator que, segundo eles, estimula o extremismo. O premiê Pedro Sánchez também destacou a crise de credibilidade da ONU.
A grave crise humanitária em Cuba se agravou desde janeiro, após o governo Trump interromper o abastecimento de petróleo em uma tentativa de pressionar o regime comunista. O bloqueio gerou apagões em todo o país, incluindo hospitais, e dificultou acordos de cooperação médica, impactando a economia cubana.
Ao final de março, Trump permitiu que um navio russo levasse um carregamento de petróleo à ilha, mas a situação permanece crítica, com risco de fome e falta de itens essenciais. Desde então, diferentes países, incluindo Estados Unidos, Brasil e México, vêm mobilizando ajuda humanitária a Cuba, por meio da flotilha Nuestra América Convoy.






