Da redação
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) mudou seu posicionamento e agora pede a condenação do influenciador Monark por danos morais, devido a uma fala de 2022 em que ele defendeu a existência de um partido nazista reconhecido por lei no Brasil. A nova manifestação ocorreu após a troca de promotor responsável pelo caso.
Inicialmente, em março deste ano, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos havia pedido o arquivamento do caso, argumentando que as declarações de Monark se enquadrariam, ainda que de maneira equivocada, na liberdade de expressão. No entanto, em abril, Ramos foi substituído por Ricardo Manuel Castro, que elaborou nova manifestação solicitando a condenação de Monark ao pagamento de R$ 4 milhões.
O próprio MP-SP informou, em nota, que o cargo de promotor responsável está temporariamente vago e que as designações de membros foram modificadas conforme portarias entre março e abril. O órgão destacou ainda que seus membros gozam de independência funcional, conforme a Constituição Federal.
Em sua nova manifestação, o promotor Ricardo Castro afirmou que houve “expressa defesa da criação de um partido nazista” e rejeitou a ideia de que a postura antissemita seja protegida pela liberdade de expressão. A defesa de Monark reagiu com espanto e alegou que a substituição do promotor foi motivada pelo pedido de arquivamento anterior, além de afirmar que suas falas foram tiradas de contexto e refletiam, na verdade, uma ideologia anarquista.
A fala polêmica ocorreu em fevereiro de 2022, durante conversa com os deputados Tabata Amaral e Kim Kataguiri no podcast Flow. Após a repercussão negativa, Monark foi desligado do programa, mudou-se para os Estados Unidos e retornou ao país no ano passado.






