Início Política Surpreendentes reviravoltas: O inesperado futuro de FHC e dos ex-presidentes brasileiros

Surpreendentes reviravoltas: O inesperado futuro de FHC e dos ex-presidentes brasileiros


Da redação

A autorização de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, devido ao agravamento do Alzheimer, reacendeu o debate sobre o legado e os distintos destinos dos ex-ocupantes do Palácio do Planalto desde a redemocratização. Dos oito presidentes que governaram o Brasil pós-ditadura militar, apenas Itamar Franco faleceu, em 2011, enquanto os demais vivem realidades marcadas por escolhas políticas e pessoais bastante diversas.

José Sarney, primeiro presidente civil após 1964, aposentou-se em 2015 e mantém rotina de exercícios ao lado da esposa, Dona Marly, compartilhando vídeos nas redes sociais. “Cuidar da saúde é importante, mas ter com quem dividir esse caminho faz toda diferença”, afirmou esta semana. Sarney também se dedica à leitura de poesias e acompanha o tratamento da filha Roseana, diagnosticada com câncer.

Dois ex-presidentes cumprem prisão domiciliar. Desde 25 de abril de 2025, Fernando Collor de Mello está preso em casa após condenação a 8 anos e 10 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, investigados pela Operação Lava Jato. Com 75 anos, Collor teve a prisão humanitária concedida devido a problemas de saúde como Parkinson e transtorno bipolar. Situação semelhante vive Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado; ele enfrenta graves problemas de saúde, com frequentes internações e cirurgias abdominais.

Após o impeachment, Dilma Rousseff assumiu a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, em Xangai, na China, instituição dos Brics voltada ao financiamento de projetos em economias emergentes, após indicação de Lula. Michel Temer, por sua vez, retomou a carreira de advogado e segue atuando nos bastidores dos acordos políticos do MDB. Recentemente, foi notícia pelo recebimento de R$ 7,5 milhões em honorários do banco Master, liquidado pelo Banco Central.