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Novo surto de gripe em Goiás coloca autoridades do DF em alerta máximo


Da redação

O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pela variante K do vírus influenza A (H3N2), que levou Goiás a decretar estado de emergência, acendeu o alerta no Distrito Federal. De acordo com o Correio, a alta circulação viral em todo o Centro-Oeste preocupa pela integração das fronteiras, o que pode favorecer o aumento dos casos na capital federal. Epidemiologistas recomendam o retorno imediato do uso de máscaras por sintomáticos para evitar sobrecarga nos leitos de UTI do DF.

A Secretaria de Saúde do DF confirmou a presença do subclado K no território. Segundo o secretário Juracy Cavalcante, “até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de redução da proteção conferida pelas vacinas”. Foram registrados 67 casos de SRAG por influenza este ano, incluindo uma morte. Cavalcante reforça a importância da vacinação, além de medidas como higiene das mãos e evitar aglomerações em caso de sintomas gripais.

Apesar da predominância do tipo K na América do Sul em 2026, o cenário atual segue dentro do padrão sazonal. No entanto, Roberto Bittencourt, epidemiologista da Universidade Católica de Brasília, alerta que o GDF deve acelerar a cobertura vacinal e promover campanhas, além de rastrear casos para identificar pessoas com maior risco.

A cobertura vacinal contra influenza segue abaixo da meta no DF: foram imunizados 23% dos idosos, 19,5% das gestantes e 10% das crianças. Nacionalmente, a cobertura está em 16,92%, considerada insuficiente para frear a circulação viral entre os mais vulneráveis. A vacinação foi suspensa no DF devido ao feriado, mas será retomada na quarta-feira em mais de 100 salas, com informações disponíveis no site da Secretaria de Saúde.

Além da influenza, outros vírus respiratórios circulam no DF, como VSR e rinovírus. Bittencourt recomenda uso de máscara por qualquer pessoa gripada, inclusive dentro de casa, como forma essencial de conter a transmissão e evitar novos surtos.