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Lula e Alcolumbre retomam diálogo e Congresso indica trégua nas tensões com o governo


Da redação

Na semana em que aumentou a tensão entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Legislativo, a relação entre o presidente Lula (PT) e o Congresso apresentou sinais de melhora, impulsionada por gestos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A reaproximação ocorreu após meses de afastamento, motivados pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.

Lula formalizou a mensagem ao Senado indicando Messias apenas em 1º de abril, quatro meses após o anúncio público. Havia receio de que Alcolumbre retardasse o processo, mas o senador iniciou a tramitação e marcou a sabatina para 28 de maio. Como contrapartida à oposição, agendou para 30 de abril a análise do veto à redução de penas de condenados por tentativa de golpe, com tendência de derrubada.

O reencontro ficou evidente no dia 14, durante a posse do ministro José Guimarães. No evento, Lula e Alcolumbre trocaram cochichos e o senador elogiou publicamente o diálogo e a atuação de Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra de Relações Institucionais. Internamente, parlamentares avaliam que a falta de diálogo causou o desgaste, minimizado por conversas recentes entre os dois.

A aproximação se refletiu também em manobras conjuntas para barrar o relatório da CPI do Crime Organizado que sugeria o indiciamento de ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. O resultado evitou novas crises entre Supremo e Congresso, apesar de inflamar setores da direita no Senado.

Na Câmara, Lula consolidou laços com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) desde a indicação de Gustavo Feliciano ao Ministério do Turismo. Motta articula para aprovar pautas de interesse do governo, barrar CPIs e garantir alianças eleitorais na Paraíba, reforçando a base do Planalto no Legislativo.