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Irã rejeita novo convite dos EUA para negociações


Da redação

O Irã negou, neste domingo (23), ter concordado com uma nova rodada de negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos, segundo a agência de notícias iraniana Irna. Teerã classificou as informações sobre um possível diálogo como “uma jogada midiática e parte de uma estratégia para pressionar o Irã”.

O governo iraniano justificou a recusa citando “exigências excessivas” dos EUA. Além disso, criticou as “expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição, contradições repetidas e o bloqueio aos portos iranianos”, que seriam, segundo o país, uma violação do cessar-fogo.

O anúncio das negociações foi feito pelo presidente norte-americano Donald Trump. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que negociadores norte-americanos estão a caminho do Afeganistão para um acordo de cessar-fogo “muito justo e razoável”. Ele afirmou ainda que, caso não haja acordo, “os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”, avaliando que a recusa obrigaria o país a “ceder rapidamente”.

Trump declarou: “É hora de acabar com a máquina de matar do Irã”. Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no X que o Irã exige a liberação dos portos bloqueados e advertiu: “Se o bloqueio continuar, o Estreito de Hormuz não vai permanecer aberto”.

O fortalecimento nuclear do Irã é outro ponto de atrito. Enquanto Trump considera o fim do enriquecimento nuclear o item “mais importante” do acordo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian frisou que o desenvolvimento do programa nuclear é um “direito” de Teerã.