Da redação
O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil para aquele país. Segundo o comunicado, a medida passa a valer a partir de 22 de julho e não se aplica a itens como café, suco de laranja, carne bovina e aeronaves.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que “lamenta com profunda preocupação a aplicação de uma sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano”. Para a entidade, a decisão “se limita de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais”. A Fiesp declarou que seguirá atuando “de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas”.
Também se manifestou a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que disse ver com “profunda preocupação o recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros”. A Fiemg destacou a “importância do diálogo e da cooperação entre os países, especialmente em um momento em que se exige serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais”, ressaltando que os Estados Unidos são um parceiro estratégico, sobretudo para a indústria manufatureira nacional.
O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, afirmou que “os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro trimestre”. De acordo com Alban, a nova medida tende a agravar este cenário e é necessário empenho para reverter a situação.




