Da redação
A crença de que “água nunca é demais” ainda é difundida quando o assunto é hidratação e saúde dos rins. No entanto, especialistas alertam para os riscos do consumo exagerado de água. O nefrologista Elber Rocha, do Hospital Santa Lúcia, explica que o excesso pode causar hiponatremia, condição caracterizada pela baixa concentração de sódio no sangue.
Segundo Rocha, a hiponatremia pode provocar sintomas como náuseas, confusão mental e, em casos graves, convulsões. “Não há vantagem em forçar a ingestão de água além do necessário. Os rins têm um limite para excretar água, entre 0,8 e 1 litro por hora”, ressalta o médico.
A ideia de que o consumo elevado de água serve para “limpar” os rins não tem respaldo científico. Os rins são naturalmente eficientes em filtrar o sangue e eliminar toxinas, excesso de sal e líquidos, sem necessidade de um “detox” adicional.
A hidratação é fundamental para o bom funcionamento renal, pois mantém o fluxo urinário regular e reduz o risco de pedras nos rins. Contudo, a água não desempenha papel de agente de limpeza extra. A quantidade adequada de ingestão varia conforme peso, atividades, clima e dieta, sendo essencial seguir recomendações médicas em casos de doenças renais ou condições específicas.
Para avaliar a hidratação, recomenda-se observar a cor da urina: tons claros, como amarelo-palha, indicam equilíbrio; tons escuros sugerem desidratação; e urina completamente transparente pode apontar excesso de água. Urinar frequentemente, não sentir sede intensa e bem-estar geral são outros sinais de hidratação adequada.






