Da redação
Um estudo divulgado em parceria pela FAO, OIT e o Instituto Florestal Thünen revela que 42 milhões de pessoas trabalham e vivem das florestas em todo o mundo. Segundo o relatório “Metodologia atualizada para quantificar o emprego no setor florestal: estimativas globais e regionais”, a Ásia concentra o maior número de profissionais do setor, seguida por Europa, África e Américas.
A pesquisa analisou dados entre 2011 e 2022 e apresenta, pela primeira vez, estimativas globais de emprego no setor florestal desagregadas por sexo. As mulheres representam 25% da força de trabalho, ocupando 10,6 milhões de empregos. O setor florestal responde hoje por 1,2% dos postos de trabalho globais, quantidade menor que os 3,1% registrados em 2011.
Na Ásia, a participação no emprego florestal é de 1,4%. Na Europa, a porcentagem caiu de 1,3% em 2011 para 1,2% em 2022, enquanto na África o índice variou de 1,2% para 1,0%. Nas Américas, a taxa se mantém estável em 0,8%, com poucas alterações após a pandemia de Covid-19.
O relatório destaca disparidades de gênero: na Europa, 1,8% dos homens e apenas 0,5% das mulheres atuaram no setor em 2022. Essas diferenças são menos acentuadas na África, nas Américas e na Ásia.
As florestas são fundamentais para economias nacionais e sustentabilidade ambiental. O segmento de fabricação de madeira e produtos de madeira lidera a oferta de empregos, respondendo por 58% das vagas, seguidos pela silvicultura, exploração madeireira, celulose e papel.






