Da redação
O percussionista Gustavo Goes Boaventura, de 32 anos, do grupo de pagode Menos é Mais, destaca que a trajetória da banda foi marcada pela persistência, superação de desafios e valorização da identidade cultural de Brasília. “Não era só tocar por tocar. A gente queria viver da música. Começamos do zero, sem estrutura, sem investimento e sem ninguém apostando de verdade. O Menos é Mais só aconteceu porque nasceu em Brasília”, afirmou.
A carreira de Gustavo na música teve início ainda na adolescência, aos 15 anos, no Distrito Federal. O grupo Menos é Mais foi idealizado em 2016, unindo integrantes apaixonados por música. Em 2017, eles começaram a tocar em uma festa mensal no Calaf, na Asa Sul, o que foi fundamental para consolidar o público e o trabalho da banda.
O grande destaque nacional veio em 2019, com o sucesso do projeto “O Churrasquinho”, gravado em uma roda de samba e impulsionado pelas redes sociais. Desde então, o grupo passou a viver exclusivamente da música e consolidou seu nome no cenário nacional.
Segundo Goes, a identidade de Brasília é fundamental para o Menos é Mais. “Em um cenário onde o público transita entre gêneros com naturalidade, o resultado é uma construção musical que foge do padrão. O público daqui é muito eclético”, ressalta. Ele acredita que a cena musical da cidade está cada vez mais aquecida e observa o surgimento de muitos novos talentos.
O Menos é Mais atualmente ultrapassa 4 milhões de seguidores nas redes sociais e mantém uma agenda de shows por diversas regiões do Brasil. A banda planeja gravar um novo projeto no fim do ano, mantendo a conexão com o público de Brasília. “Brasília é parte de quem eu sou, é algo que eu nunca vou abandonar. A gente faz questão de gravar nossos projetos aqui”, afirma Goes.






