Da redação
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, decidiu adotar uma postura de observador diante do embate entre Romeu Zema e o ministro Gilmar Mendes, ocorrido na última quarta-feira, 22. Flávio declarou apoio a Zema, mas não pretende se envolver diretamente no confronto, buscando manter sua estratégia de atrair eleitores de centro que se distanciaram do bolsonarismo nos últimos anos.
A avaliação no entorno de Flávio é que tomar partido no confronto poderia prejudicar sua imagem de “Bolsonaro moderado” e dificultar negociações com setores diversos, inclusive o Supremo Tribunal Federal. Embora possa retomar críticas ao “ativismo judicial”, o senador não deve adotar o mesmo tom de Zema, preferindo ser visto como alguém aberto ao diálogo e à negociação.
Internamente, aliados reconhecem que o embate entre o ex-governador de Minas Gerais e Gilmar Mendes encerrou praticamente a possibilidade de Zema integrar a chapa de Flávio como vice. Segundo relatos, “essa possibilidade simplesmente deixou de existir” após a polêmica, reduzindo o leque de alianças do pré-candidato do PL.
A equipe de Flávio observa que a postura combativa de Zema pode ser útil para quem precisa se diferenciar e ganhar projeção, sobretudo sendo o STF um dos pivôs dos debates políticos atuais. No entanto, há incertezas sobre a real eficácia dessa estratégia para converter visibilidade em votos.
Nos bastidores, Flávio vê vantagens em deixar Zema protagonizar esse movimento, entendendo que pode ser beneficiado indiretamente pelo desgaste alheio sem comprometer sua própria articulação política.





