Da redação
O Partido dos Trabalhadores aprovou três documentos durante seu congresso nacional, encerrado neste domingo (26) em Brasília. O principal deles é um manifesto com tom menos crítico ao Judiciário, sinalizando aproximação com o centro político para ampliar o apoio à tentativa de reeleição do presidente Lula em outubro.
As resoluções aprovadas também abordam temas econômicos, com a defesa de mais verbas para assistência social, taxação das apostas eletrônicas e a proposta de tarifa zero no transporte público. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que “o manifesto, na minha opinião, a centralidade dele é falar para o país e chamar o centro para compor com o Lula”.
A direção do PT atuou para evitar polêmicas durante o evento e conter disputas internas que pudessem causar desgaste para Lula. Parte das manifestações iniciais do partido, mais incisivas contra o Judiciário, foram suavizadas no texto final do manifesto, que defende a reforma do Poder visando “democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito”.
No contexto dos embates com o Judiciário, o partido criticou a influência do sistema financeiro no Banco Central e sugeriu que a taxa de juros fique abaixo dos atuais 14,75% ao ano — temas omitidos do manifesto final. O partido também reforçou a cobrança por taxação de sites de apostas e aumentos de impostos para as maiores faixas de renda.
Entre as propostas, consta a defesa da escolarização em tempo integral, redução da jornada de trabalho e a aprovação da PEC destinando 1% da RCL para o SUAS, estimado em R$ 36 bilhões em quatro anos. As discussões sobre reforma do estatuto do PT foram adiadas para 2027 devido à ausência de Lula, que passou por cirurgia para retirada de câncer de pele.





