Da redação
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, acusou a Rússia de “terrorismo nuclear” neste domingo (26), nos 40 anos do acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido ao norte do país. A declaração, feita nas redes sociais, aponta uma preocupação renovada devido aos impactos da guerra em curso desde 2022.
Zelensky alertou que a invasão russa “mais uma vez leva o mundo à beira de um desastre provocado pelo homem”. Ele destacou que drones russos sobrevoam regularmente a região de Chernobyl, afirmando que um desses equipamentos colidiu com a cobertura protetora da antiga usina no ano passado.
Segundo o presidente ucraniano, “o mundo não pode permitir que esse terrorismo nuclear continue”, defendendo que a melhor maneira de impedir novos riscos seria pressionar a Rússia pela suspensão dos ataques. O discurso ocorreu durante a cerimônia que lembrou o desastre de 1986, considerado o pior acidente nuclear civil já registrado.
Em meio à data simbólica, ataques de drones russos resultaram em três mortos e quatro feridos na Ucrânia durante a noite, conforme informações de autoridades locais. Em Sumy, um ataque matou dois civis próximos à fronteira russa, e em Dnipro, no centro-leste do país, outra pessoa perdeu a vida e quatro ficaram feridas devido à ação de drones e artilharia.
Na Crimeia, sob controle russo desde 2014, um ataque de drones ucranianos matou uma pessoa e provocou danos em casas e uma escola em Sebastopol, segundo o governador local. A Força Aérea ucraniana relatou ter interceptado 124 de 144 drones lançados pela Rússia, enquanto autoridades russas disseram ter abatido 43 drones.
A explosão de Chernobyl forçou milhares a se deslocarem e causou a morte de um número incerto de pessoas. Relatório da ONU de 2005 estimou 4 mil mortes confirmadas ou estimadas, enquanto o Greenpeace apontou quase 100 mil vítimas em 2006. Neste domingo, uma cerimônia reuniu centenas de pessoas em Slavutich, cidade para onde trabalhadores da usina foram transferidos após o desastre.





