Por Alex Blau Blau
Indicado ao STF, advogado-geral da União soma ao menos 47 votos e enfrenta reta decisiva após meses de articulação política
Às vésperas da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o nome de Jorge Messias ganha força nos bastidores políticos. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o atual chefe da Advocacia-Geral da União já reúne o apoio de pelo menos 47 senadores, número suficiente para avançar no plenário, onde são necessários 41 votos para confirmação.
A análise do nome de Messias ocorre após um longo intervalo desde sua indicação, marcada por um atraso de 131 dias até o envio oficial da mensagem ao Senado. O período prolongado foi interpretado como reflexo de cautela do Palácio do Planalto diante de possíveis resistências políticas dentro da Casa.
Nos últimos meses, Messias intensificou sua articulação política, visitando cerca de 77 parlamentares, incluindo integrantes da oposição. Durante os encontros, apresentou sua trajetória profissional e reforçou sua atuação voltada ao serviço público, buscando ampliar sua base de apoio para a etapa decisiva.
A vaga no Supremo foi aberta após a saída do ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria. Desde então, o processo de escolha do substituto passou a ser acompanhado com atenção, especialmente diante do impacto institucional e jurídico das decisões da Corte.
Apesar do cenário considerado favorável, aliados adotam um tom de cautela. A expectativa é de que a aprovação ocorra, mas com margem reduzida, semelhante a votações recentes no Senado. O ambiente político ainda é marcado por disputas internas e divergências sobre o nome ideal para ocupar a cadeira.
A sabatina representa uma etapa crucial, em que os senadores irão avaliar não apenas o currículo e as posições jurídicas do indicado, mas também todo o contexto político que envolveu sua escolha. Críticos apontam que a demora no processo pode indicar falhas de articulação ou até mesmo uma estratégia deliberada do governo para garantir maior segurança na aprovação.
Com a sessão marcada, o desfecho da indicação de Messias ao STF entra em sua fase mais decisiva, sob forte atenção do meio político e jurídico nacional.





