Início Economia Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 80% das exportações brasileiras à Europa

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 80% das exportações brasileiras à Europa


Da redação

Entrou em vigor nesta sexta-feira (1º) o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, com impactos relevantes sobre as exportações brasileiras. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos vendidos pelo Brasil ao bloco europeu passam a ter tarifa de importação zerada nesta fase inicial do tratado.

Com a isenção tarifária, empresas brasileiras poderão comercializar a maior parte de seus produtos na Europa sem pagar impostos de entrada. Isso deve reduzir custos, aumentando a competitividade frente a concorrentes de outros países, segundo especialistas do setor industrial e agrícola.

O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores. Conforme a CNI, mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero imediatamente, incluindo itens industriais e agrícolas. Atualmente, muitos enfrentam tarifas elevadas, elevando preços e dificultando a entrada no mercado europeu.

Dos 2.932 produtos contemplados inicialmente, cerca de 93% (2.714) são bens industriais, enquanto os demais incluem itens alimentícios e matérias-primas. Segundo análises, a indústria brasileira deve ser a principal beneficiada, conquistando acesso mais competitivo a mercados considerados exigentes e relevantes.

Setores como máquinas e equipamentos, alimentos, metalurgia, elétricos e produtos químicos estão entre os mais impactados. Por exemplo, quase 96% das exportações brasileiras de máquinas para a Europa passam a ser isentas de tarifas, englobando compressores, bombas e peças mecânicas. No segmento alimentício, centenas de itens agora têm tarifa zero.

Apesar do impacto inicial, a implementação será gradual para determinados produtos: até 10 anos para a União Europeia e até 15 anos para o Mercosul, podendo chegar a 30 anos em casos específicos, como novas tecnologias. O governo brasileiro ainda precisa regulamentar questões como cotas, e empresários dos dois blocos devem criar um comitê para monitorar a execução do acordo.