Da redação
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2022, com uma diferença de 2.139.645 votos em todo o Brasil. O resultado apertado destacou a importância de cada voto, especialmente o dos eleitores mais jovens, que já somam 3.142.166 pessoas.
Esse grupo corresponde a eleitores com idades entre 15 e 18 anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 1º de abril de 2026, sendo o número mais recente divulgado pelo órgão. Eles representam 2,01% do eleitorado nacional e deverão participar do pleito marcado para outubro deste ano.
O número de jovens aptos a votar pode crescer ainda mais, já que o prazo para tirar o título ou regularizar a situação eleitoral segue aberto até 6 de maio. O voto no Brasil é obrigatório a partir dos 18 anos, mas facultativo a partir dos 16. Adolescentes de 15 anos podem emitir o título desde que completem 16 até 4 de outubro.
A distribuição desses jovens não é homogênea entre as regiões do país. Nos estados da região Norte, os percentuais são mais expressivos, conforme os dados do TSE. Quatro dos cinco estados com maior proporção de eleitores entre 15 e 18 anos estão na região Norte.
Roraima lidera, com 4,36% de jovens entre o eleitorado, seguido por Acre (3,95%), Maranhão (3,71%), Amapá (3,68%), e Amazonas (3,67%). No outro extremo, São Paulo (1,39%), Rio de Janeiro (1,30%) e Rio Grande do Sul (1,28%) apresentam os menores percentuais.
O levantamento completo do TSE aponta também Tocantins (3,49%), Rondônia (3,22%), Pará (3,06%), Piauí (3,04%) e Mato Grosso (2,93%) entre os estados com maior proporção de jovens eleitores, enquanto o Distrito Federal tem 1,44% e Espírito Santo, 1,55%.






