Da redação
Registros do Senado apontam que o gabinete de Ciro Nogueira (PP-PI) solicitou reembolso por despesas com querosene de aviação dias após um voo investigado pela Polícia Federal, ocorrido em 20 de abril de 2025. O pouso da aeronave aconteceu em aeroporto brasileiro, após viagem ao Caribe, com autoridades a bordo.
O voo em questão transportava, além do senador, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Eles retornavam da ilha de Saint Martin em aeronave pertencente ao empresário Fernando Oliveira Lima. O episódio ganhou relevância após policiais federais identificarem irregularidades no desembarque das bagagens.
De acordo com informações da Polícia Federal, cinco volumes de bagagem foram desembarcados do jatinho pelo piloto e teriam passado pela alfândega sem inspeção no raio-x. Este procedimento não teria seguido os protocolos habituais de fiscalização, o que motivou o início de uma investigação formal pelas autoridades competentes.
O processo envolvendo o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal devido ao foro privilegiado dos envolvidos. A relatoria está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, o gabinete do senador Ciro Nogueira não respondeu aos questionamentos sobre os gastos e sobre o episódio apurado pela Polícia Federal.
No período entre 24 e 29 de abril de 2025, pelo menos seis recibos de compras de combustível de aviação foram apresentados pelo gabinete para ressarcimento, totalizando R$ 39.228,13. O volume corresponde a 4.873,08 litros de querosene pagos com recursos públicos vinculados ao mandato parlamentar.
O empresário Fernando Oliveira Lima, dono do avião, é conhecido como “Fernandinho OIG” nas redes sociais. Ele é apontado, segundo apurações, como operador de plataformas de apostas eletrônicas, entre elas o chamado “jogo do tigrinho”.






