Da redação
Este 30 de abril marca o Dia Internacional do Jazz, celebrado globalmente para destacar as qualidades do jazz como estímulo à paz, unidade, diálogo e cooperação entre os povos. Governos, instituições e cidadãos utilizam a data para promover o gênero musical, reconhecido por seu impacto social e histórico.
O pianista Sullivan Fortner, vencedor de três prêmios Grammy, destacou em entrevista em Nova Iorque que “Jazz significa liberdade. Jazz significa a América. Significa humanidade. Significa amor”. Para Fortner, o jazz mantém sua relevância enquanto houver artistas que o produzam, servindo como expressão dos tempos atuais.
O clube Village Vanguard, em Manhattan, é apontado como o mais antigo em funcionamento contínuo e símbolo da herança do jazz. Conforme declarou Deborah Gordon, proprietária do local, o Vanguard acolheu diversas manifestações culturais e, desde 1957, dedica seu palco exclusivamente ao jazz, consolidando-se como polo de formação artística.
Fortner explicou ainda que o jazz representa uma linguagem própria, que vai além de notas e ritmos, influenciando a forma como as pessoas comunicam e interagem. Segundo ele, o estilo envolve múltiplas nuances e gestos, funcionando como plataforma de entendimento cultural e social.
A empreendedora cultural Maria Semushkina afirmou que o jazz permanece uma ferramenta relevante para o progresso social. Fundadora do festival Usadba Jazz, ela ressaltou as raízes desse gênero nas plantações da Louisiana e os desafios enfrentados durante a segregação racial nos Estados Unidos, contexto em que músicos negros viviam restrições em apresentações.
Semushkina também destacou que o jazz foi um dos primeiros espaços culturais a ultrapassar barreiras sociais, tornando-se linguagem universal em tempos de conflito. Ela apontou a improvisação como característica fundamental, simbolizando liberdade e compreensão mútua, e modelando um ambiente em que diferentes vozes convivem e dialogam.






