Da redação
O ex-assessor Koldo García negou nesta quinta-feira, 30, em julgamento por corrupção em Madri, que o primeiro-ministro Pedro Sánchez tivesse conhecimento do suposto esquema de comissões. A negativa ocorreu após o empresário Víctor de Aldama, também acusado, apontar Sánchez como o “número um” da rede investigada.
Questionado se havia falado com Sánchez sobre os assuntos do caso, García afirmou: “Eu não falava com o primeiro-ministro”. O ex-assessor reforçou que nunca consultou o líder socialista com relação às supostas irregularidades discutidas no tribunal. “Bom senso, por favor. Não, não é verdade”, acrescentou ao ser pressionado a respeito do tema.
O empresário De Aldama, ouvido nesta quarta-feira, havia identificado García como o suposto representante do chefe do governo espanhol nas tratativas investigadas. A declaração de De Aldama aumentou a pressão sobre Sánchez, que ainda não se pronunciou diretamente sobre as alegações feitas durante o processo judicial.
A repercussão do caso impôs dificuldades políticas ao primeiro-ministro e ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), já que outras investigações judiciais envolvem pessoas próximas de Sánchez, como sua esposa e seu irmão. Esses episódios alimentam o debate público sobre o grau de ciência do premiê em relação às ações de ex-colaboradores investigados.
Koldo García divide o banco dos réus com Víctor de Aldama e o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, de quem foi assessor. Os três respondem a processo por denúncias de corrupção, sem sentença definitiva até o momento, segundo as autoridades judiciais da Espanha.
O julgamento em Madri integra uma série de investigações recentes que ampliaram o escrutínio sobre figuras do alto escalão do governo espanhol. O processo segue sem prazo definido para conclusão, conforme informado pelo tribunal local responsável pelo caso.






