Da redação
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, assinou nesta semana o acordo entre a Libra e o Flamengo, formalizando a nova redistribuição de parte dos direitos de televisão dentro do bloco. A assinatura ocorreu após discussões internas e tem objetivo de atender aos interesses dos demais clubes participantes, segundo a diretoria.
O acordo prevê que o Flamengo receberá R$ 150 milhões em quatro anos, por meio de parcelas anuais de R$ 37,5 milhões. Esse montante será retirado da fatia correspondente à audiência no contrato de transmissão em vigor, válido até 2029, o que, segundo dirigentes, assegura previsibilidade financeira aos clubes.
A divisão dos recursos da televisão permanece baseada no modelo já utilizado no futebol brasileiro. Pelo sistema, 40% é distribuído de forma igualitária, enquanto 30% consideram o desempenho esportivo e outros 30% se referem à audiência. O novo acordo altera justamente a parcela ligada à audiência, anteriormente motivo de divergências entre os clubes.
Apesar de ter firmado o documento, Leila Pereira não oculta o descontentamento com os termos e chegou a considerar a saída do Palmeiras da Libra. “Ainda não está totalmente encerrado”, afirmou a dirigente, reforçando que o clube irá analisar o contrato de forma minuciosa antes de tomar uma decisão definitiva.
Há possibilidade de o Palmeiras deixar o bloco caso se confirme prejuízo financeiro, mas, por ora, o clube não planeja migrar para a Futebol Forte União. A diretoria sustenta que o próximo passo será avaliar detalhadamente os impactos do acordo antes de qualquer definição sobre filiação.
Outro ponto central da negociação foi a liberação de recursos anteriormente bloqueados por ordem judicial, decorrente da disputa sobre a divisão da receita de TV. Com o novo entendimento, há expectativa de normalização dos repasses financeiros, em meio à crescente discussão sobre a gestão e receitas no futebol brasileiro.






