Da redação
Budistas de diversas partes do mundo celebram nesta quarta-feira, 1º de maio, o Dia do Vesak, que marca o nascimento, a iluminação e o falecimento de Buda. A data, instituída internacionalmente pela Assembleia Geral da ONU, ganha destaque em um momento de tensões globais, segundo o secretário-geral António Guterres.
Durante mensagem transmitida para a ocasião, Guterres destacou que a celebração ocorre “quando a família humana se vê envolta em tensões geopolíticas, divisões e conflitos”. Ele também relembrou sua visita em 2023 a Lumbini, no Nepal, reconhecido como local de nascimento de Buda, experiência que reforçou sua convicção sobre a importância dos ensinamentos budistas.
O chefe da ONU afirmou que orientações como não violência, compaixão e serviço ao próximo podem ser consideradas antídotos para turbulências atuais. “O exemplo de Buda pode inspirar o sentimento de humanidade compartilhada”, declarou Guterres, enfatizando o papel dessas práticas na construção de sociedades mais pacíficas e sustentáveis.
O Vesak ocorre todo ano na data da lua cheia de maio, considerada a mais sagrada para milhões de praticantes do budismo. Segundo registros históricos, em 623 a.C., Buda teria nascido em um dia de Vesak, alcançado a iluminação em outra celebração e, aos 80 anos, falecido na mesma ocasião.
A resolução 54/115, aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 1999, formalizou o Dia de Vesak como reconhecimento internacional à contribuição do budismo para a espiritualidade humana. O budismo é atualmente reconhecido como uma das religiões mais antigas do mundo, com milhões de seguidores em todos os continentes.
A Unesco desenvolve atualmente um projeto para criar uma Rota do Patrimônio Budista, com o objetivo de estimular o turismo sustentável no Sul da Ásia. Entre os locais destacam-se Lumbini, os monumentos de Sanchi, na Índia, e o monastério Somapura Mahavira, em Bangladesh, com apoio da Agência de Cooperação Internacional da Coreia, Koica.






