Da redação
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 1º de maio, um reajuste médio de 18% no preço do querosene de aviação (QAV), equivalente a um acréscimo de R$ 1 por litro em relação ao valor do mês anterior. O aumento, que pode ser parcelado, ocorre em meio à alta global do petróleo provocada pela guerra no Irã.
O QAV representa quase metade dos custos operacionais das companhias aéreas brasileiras. O preço desse combustível é estabelecido mensalmente pela Petrobras, sempre no dia 1º, e reflete variações do mercado internacional. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), antes do reajuste de maio o QAV já correspondia a 45% dos custos do setor.
A Petrobras permite, assim como no reajuste anterior de 55%, que distribuidoras parcelem parte do aumento em seis vezes, com início dos pagamentos em julho de 2026. Em comunicado, a estatal afirmou que o parcelamento busca preservar a demanda do setor e mitigar os efeitos do reajuste no mercado de aviação brasileiro.
A companhia declarou ainda que, “dentro de um contexto excepcional causado por questões geopolíticas”, oferece uma alternativa que contribui para a saúde financeira dos clientes e ao mesmo tempo mantém o equilíbrio financeiro para a Petrobras. O cenário global é influenciado pela guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, intensificando a escalada no preço do barril de petróleo.
Nos últimos dias, o barril tipo Brent foi negociado próximo a US$ 120, ante US$ 70 antes do conflito, representando aumento de mais de 70%. O bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo informações, também prejudicou a logística internacional do petróleo e provocou distorções nos preços do produto.
Para aliviar o impacto do aumento do QAV, o governo federal zerou, em 8 de maio, as alíquotas do PIS e da Cofins sobre o combustível até 31 de maio. Outras medidas incluem adiamento de tarifas de navegação aérea e oferta de R$ 9 bilhões em crédito às companhias aéreas, via BNDES e Fundo Nacional de Aviação Civil.






