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Tabata Amaral pede ao MPF apuração sobre exploração sexual em festas de Daniel Vorcaro


Da redação

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou nesta sexta-feira, 1º, uma notícia-crime ao Ministério Público Federal pedindo apuração de supostas práticas de exploração sexual e tráfico internacional de mulheres em festas promovidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado após o escândalo do caso Master.

Tabata Amaral argumenta que há indícios de que essas festas, conhecidas como Cine Trancoso, envolviam um esquema estruturado e recorrente. Segundo ela, “eram organizadas de forma estruturada e recorrente, com características que ultrapassam encontros sociais privados, apresentando indícios de instrumentalização de mulheres como meio de favorecimento e influência junto a autoridades públicas”.

De acordo com investigações da Polícia Federal, documentos mostram que Vorcaro custeou viagens internacionais para trazer modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. Relatórios apontam orçamentos de passagens aéreas e transfers em cidades como Verona (Itália), Barcelona (Espanha) e Santa Bárbara (EUA), além de transporte terrestre entre Kiev e Varsóvia.

Uma festa de Halloween realizada em 2023 e uma comemoração de aniversário do ex-banqueiro em Trancoso, na Bahia, estão entre os eventos citados. As investigações também identificaram vídeos íntimos, imagens de passaportes e registros dessas reuniões, evidenciando a presença de estrangeiras. Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não se manifestou.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União já havia recomendado a apuração de possíveis participações de autoridades federais, referindo-se à presença de integrantes dos Três Poderes da República, além de membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico nas festas.

A parlamentar defende que os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes relacionados ao tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, favorecimento da prostituição ou exploração sexual, associação ou organização criminosa e eventuais crimes contra a dignidade sexual e liberdade individual.