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Esquerda relaciona veto ao PL da Dosimetria ao caso Master e critica Congresso


Da redação

Lideranças de esquerda e ex-integrantes do governo federal utilizaram os atos do 1º de Maio em São Paulo para criticar o Congresso Nacional, relacionando a derrubada do veto ao PL da Dosimetria ao escândalo do Banco Master. As manifestações ocorreram após uma semana de derrotas para o presidente Lula (PT) no Legislativo.

Entre os presentes estavam os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além da deputada Erika Hilton, todos pré-candidatos nas eleições de 2024. Eles participaram de atos sindicais, reiterando críticas ao Legislativo, que voltou a ser mencionado como “inimigo do povo” por integrantes do governo. O projeto polêmico reduz penas para condenados por tentativa de golpe de Estado, incluindo Jair Bolsonaro.

Fernando Haddad, em evento da Força Sindical, avaliou que a aprovação do PL da Dosimetria resulta de um acordo pela impunidade. “Essa derrota no Congresso foi uma derrota do combate à corrupção… tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, afirmou, ao lado de Marina e Tebet.

Marina Silva, no ato do VAT na praça Roosevelt, classificou a mudança como “uma vergonha”. Segundo ela, “a pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior”. Erika Hilton caracterizou a decisão como “uma espécie de anistia disfarçada” e afirmou tratar-se de proteção a uma classe política “corrupta”, fragilizando o Congresso e a democracia.

A ministra Sonia Guajajara conclamou pela eleição de parlamentares alinhados às pautas sociais. As críticas contrastam com posições de pré-candidatos à Presidência em 2026 que prometeram anistiar Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão. Lula não participou dos atos pelo segundo ano consecutivo.

No evento dos metalúrgicos no ABC, Guilherme Boulos atribuiu o travamento de pautas no Legislativo à influência de empresas de tecnologia. Haddad também comentou o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Datafolha, citando “lavagem cerebral coletiva”. Em Itaquera, no ano passado, Lula havia criticado a baixa adesão dos atos.