Da redação
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram de que maneira a dor em galos e galinhas adultos, como a dificuldade de locomoção conhecida como claudicação, impacta os filhotes. O estudo foi divulgado na semana passada em São Paulo, com objetivo de compreender efeitos no desenvolvimento das crias.
Segundo o professor Adroaldo Zanella, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, a investigação avaliou como a dor em aves reprodutoras se reflete nas respostas de sensibilidade dos filhotes. Para isso, os jovens frangos passaram por testes de reação a estímulos dolorosos leves, sem risco de lesão.
Os resultados obtidos indicam que descendentes de aves que apresentaram dor mostram menor sensibilidade em comparação com outros frangos. De acordo com Zanella, tal situação pode se tornar um problema para a avicultura, já que há o risco de os animais não demonstrarem sofrimento, dificultando a identificação de doenças.
A pesquisa identificou ainda que essa mudança de sensibilidade dos filhotes resulta de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Os cientistas enfatizam a relevância de compreender essas alterações para aprimorar as condições de manejo e promover maior bem-estar animal durante o processo de criação.
Os pesquisadores sugerem que a avaliação sistemática da sensibilidade à dor em frangos pode ser adotada como um método relevante para monitorar a saúde das aves. A prática poderia auxiliar tanto na produção quanto na detecção precoce de problemas sanitários no plantel.
O tema do impacto da dor em aves adultas sobre os filhotes tem sido objeto de atenção crescente na área de zootecnia. Estudos como esse contribuem para o desenvolvimento de práticas que conciliam a produtividade com a promoção do bem-estar animal.






