Da redação
Eloah, de 2 anos, permanece internada no Hospital e Maternidade Sepaco, em São Paulo, aguardando um transplante cardíaco enquanto vive com um coração mecânico Berlin Heart. A criança desenvolveu miocardiopatia dilatada, doença grave que compromete o bombeamento sanguíneo, e depende do dispositivo desde março de 2025 para sobreviver.
A mãe, Isabelle Peixoto, de 25 anos, relata que identificou os primeiros sinais do problema quando a filha tinha apenas 1 ano, apresentando dificuldades para se alimentar, vômitos, suor excessivo e respiração ofegante. Após exames hospitalares, foi confirmada a dilatação do coração, quadro associado à insuficiência cardíaca infantil grave.
Segundo Julianne Avelar, cardiologista pediátrica responsável pelo caso, a doença evoluiu rapidamente e houve necessidade de intervenções emergenciais após Eloah sofrer três paradas cardíacas, acompanhadas de arritmias. De acordo com a família, a gravidade do caso levou à indicação de suporte por ECMO, uma tecnologia avançada disponível em poucos hospitais no Brasil.
Julianne explica que a ECMO é usada quando há falência grave do coração e dos pulmões, permitindo que ambos descansem enquanto o sangue é oxigenado fora do corpo. “No caso de Eloah, identificamos instabilidade hemodinâmica persistente e risco iminente de colapso circulatório. A ECMO se torna então uma estratégia de resgate”, afirmou.
Eloah passou por dois períodos no equipamento ECMO: inicialmente, durante 14 dias, quando a mãe relata momentos de tensão, mas também sinais de melhora. Após nova piora, foi novamente submetida ao suporte por mais 25 dias, chegando a ficar com o peito aberto para manutenção do acesso ao aparelho.
Para Isabelle, o uso dessas tecnologias avançadas garantiu a vida da filha enquanto esperam o transplante. Desde que Eloah adoeceu, a mãe deixou o trabalho como enfermeira para dedicar-se integralmente aos cuidados da criança, reforçando que “a ECMO salvou a vida da minha filha duas vezes”.






