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Startup Sutiãs que Voam lança rede digital de apoio para mulheres viajantes


Da redação

A startup Sutiãs que Voam, fundada por Juliana Ferreira em Brasília, será lançada neste ano para oferecer uma plataforma colaborativa voltada à segurança de mulheres que viajam sozinhas. O projeto é apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e integra o programa Start BSB, executado pela Finatec.

A ideia surgiu após experiências pessoais de Juliana Ferreira durante um doutorado na Europa, quando vivenciou situações de vulnerabilidade. Ela relatou que “existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento”.

A iniciativa funcionará como uma rede digital que conecta viajantes a prestadoras de serviços locais, predominantemente mulheres, incluindo guias, motoristas, fotógrafas, artesãs e anfitriãs. O desenvolvimento dos roteiros ocorre de forma coletiva, com indicações e avaliações feitas pelas próprias usuárias e validação técnica para garantir a confiança nas experiências.

A plataforma apresenta mecanismos como pagamentos diretos, tecnologias para detecção de comportamentos suspeitos, canal de denúncias e suporte contínuo. As prestadoras de serviço passam por verificação em múltiplos níveis, como análise documental, checagem de antecedentes e, em alguns casos, visitas presenciais.

Além de focar na segurança, o projeto busca atender mulheres que viajam com filhos ou animais de estimação, incluindo crianças com necessidades específicas. O objetivo também abrange o fortalecimento econômico de empreendedoras locais, estimulando a profissionalização e promovendo visibilidade para esse segmento.

O turismo corresponde a cerca de 7,8% do PIB nacional, segundo dados citados pelo projeto. A expectativa é iniciar a atuação no Distrito Federal, validando a proposta e estabelecendo parcerias regionais, antes de ampliar para outras áreas do país e, futuramente, alcançar mercados internacionais.