Da redação
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), informações divulgadas pelos Estados Unidos de que navios comerciais com bandeira americana teriam passado pelo Estreito de Ormuz escoltados por navios de guerra norte-americanos. O episódio ocorre em meio a disputas pela segurança da navegação na região.
Em comunicado, autoridades iranianas afirmaram: “Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”. O Irã contestou diretamente as informações veiculadas pelo Comando Central norte-americano.
Cerca de duas horas antes do posicionamento iraniano, o Comando Central dos Estados Unidos, com atuação no Oriente Médio, havia informado que navios de guerra escoltaram dois navios comerciais com bandeira americana através do Estreito de Ormuz. Segundo os militares dos EUA, a operação fazia parte de um novo plano anunciado no domingo (3).
Em nota, os militares norte-americanos afirmaram: “Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”. O plano americano inclui navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, além de 15 mil militares.
Em reação, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um mapa apresentando uma nova área de controle marítimo sobre o Estreito de Ormuz. As autoridades detalharam duas linhas de segurança que passariam a funcionar como “novas fronteiras de controle” do estreito estratégico, ampliando o espaço sob vigilância iraniana.
De acordo com o anúncio oficial, a linha ao sul vai do Monte Mubarak, no Irã, até o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Já a linha a oeste se estende da ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, até Umm Al Quwain, também nos Emirados Árabes Unidos.







