Início Mundo Ilha de Gorée no Senegal aposta no turismo para preservar memória da...

Ilha de Gorée no Senegal aposta no turismo para preservar memória da escravidão


Da redação

Fama Sylla, vendedora local, oferece artesanato e bijuterias aos turistas que aguardam na fila do Porto de Dacar, no Senegal, para adquirir passagens de balsa com destino à Ilha de Gorée. O trajeto, feito em menos de meia hora, acontece diariamente e movimenta o turismo na região, especialmente desde 1978.

A Ilha de Gorée está situada a cerca de três quilômetros da capital senegalesa e possui uma área de apenas 17 hectares, equivalente a menos de 25 campos de futebol. Segundo dados oficiais, é o destino turístico mais visitado do Senegal, recebendo visitantes de diferentes partes do mundo todos os anos.

O destaque dado à ilha se deve, em grande parte, ao reconhecimento internacional conferido em 1978, quando Gorée tornou-se Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. O título impulsionou o fluxo de turistas e reafirmou o local como símbolo de memória histórica no país.

A história da Ilha de Gorée está diretamente ligada ao tráfico de africanos escravizados. Por sua localização estratégica, a ilha funcionou como entreposto utilizado por colonizadores portugueses, holandeses, ingleses e franceses, que embarcaram africanos rumo às Américas entre os séculos 15 e 19.

De acordo com informações históricas, o tráfico de pessoas na região perdurou por cerca de quatro séculos. Nesta época, milhares de africanos foram forçados a deixar o continente por meio da rota atlântica que partia de Gorée, consolidando o local como um dos marcos desse período.

Atualmente, a Ilha de Gorée mantém sua importância turística e histórica, sendo procurada por visitantes que buscam conhecer mais sobre o passado e adquirir itens típicos da cultura local, como os comercializados por Fama Sylla em seu box próximo ao porto.