Início Política Jorge Messias indica disposição para assumir Ministério da Justiça, se for convidado

Jorge Messias indica disposição para assumir Ministério da Justiça, se for convidado


Da redação

O ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de segunda-feira, 4, em Brasília. Messias sinalizou que pretende permanecer no governo e afirmou que atenderá a um convite para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, caso seja solicitado.

Na semana passada, o nome de Messias foi rejeitado pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal, após indicação do presidente Lula. O episódio é visto como uma derrota significativa para o Planalto. Conforme Messias declarou, “sou um funcionário público”, e afirmou que seu “período de recesso” terminou. “Está na hora de me reapresentar”.

Orientadores próximos ao presidente têm sugerido que Messias assuma o Ministério da Justiça, atualmente sob comando de Wellington César Lima e Silva desde janeiro. Segundo integrantes do governo, a insatisfação com Lima e Silva já existia antes mesmo da votação no Senado, devido ao seu desempenho discreto à frente da pasta.

De acordo com interlocutores, há críticas de que Lima e Silva não tem protagonizado debates públicos relevantes à sua área, especialmente sobre segurança, tema de destaque nas eleições deste ano. “A reclamação é geral e eu posso te garantir que o presidente ouviu”, relatou um assessor frequente de Lula.

Outro fator de tensão surgiu quando Lima e Silva não manifestou solidariedade diante da rejeição de Messias no Senado. Interlocutores relatam que não houve qualquer declaração pública de apoio, o que teria incomodado o presidente. O atual ministro tem relação próxima com Jaques Wagner e Rui Costa, nomes do alto escalão do PT.

A potencial troca no comando da Justiça ocorre em meio a críticas à articulação política do governo no Senado, que falhou ao detectar a possibilidade de derrota de Messias. Lula avalia com cautela possíveis reações de parlamentares e busca evitar interpretação de retaliação, sobretudo porque Messias teria sob seu comando a Polícia Federal, responsável por investigações sensíveis.