Medida aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal garantirá a expansão destes espaços culturais para todas as regiões administrativas após ser sancionada pelo GDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) derrubou o veto ao Projeto de Lei nº 1.048/2024, que cria estúdios sociais de gravação gratuitos para músicos locais em todas as regiões administrativas do Distrito Federal.
A medida, de autoria do deputado Hermeto (MDB), tem como objetivo ampliar o acesso à produção musical profissional, descentralizando espaços culturais e fortalecendo a economia criativa no DF. Após a lei ser sancionada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), administrações regionais e a Secretaria de Cultura poderão implementar estúdios equipados com salas de ensaio, instrumentos musicais, amplificadores, além de estruturas voltadas à gravação, mixagem e masterização.
Também estão previstas áreas destinadas à realização de oficinas, workshops e apresentações culturais, ampliando o alcance das ações formativas e de difusão artística. Os músicos poderão utilizar os equipamentos disponíveis nos espaços ou, se preferirem, levar seus próprios instrumentos para uso nas atividades.
Os recursos para implantação e manutenção dos estúdios poderão ser viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas às administrações regionais ou à Secretaria de Cultura.
Segundo o deputado Hermeto, a iniciativa representa um avanço importante na democratização do acesso à cultura no Distrito Federal. “A criação dos estúdios sociais representa um avanço significativo para a democratização do acesso à cultura no Distrito Federal. Estamos oferecendo estrutura, oportunidade e dignidade para que artistas locais possam desenvolver seu talento, fortalecer a identidade cultural das nossas regiões e gerar impacto social e econômico”, afirmou.
A proposta foi inspirada em um projeto-piloto desenvolvido na Candangolândia, onde um estúdio gratuito instalado na administração regional apresentou resultados positivos e passou a atrair músicos de diferentes regiões do DF.
Além de oferecer estrutura para ensaios e gravações, o Estúdio Social da Candangolândia também se consolidou como um espaço de encontro e projeção para artistas locais. O local já recebeu nomes de destaque da música, como o guitarrista Kiko Peres, do Natiruts, o cantor Reinaldinho, do Terra Samba, a banda Mato Seco e o produtor internacional Victor Rice. Ao mesmo tempo, também abriu espaço para novos talentos do Distrito Federal, incluindo a cantora Laady B e estudantes da Escola de Música de Brasília, fortalecendo a conexão entre artistas em início de carreira e profissionais já consagrados.
O que são os Estúdios Sociais?
São espaços públicos e gratuitos equipados com tecnologia profissional para atender músicos locais. A estrutura básica deve contar com:
• Produção técnica: salas para gravação, mixagem e masterização.
• Ensaio e equipamentos: salas de ensaio com instrumentos e amplificadores disponíveis (embora o músico possa levar seu próprio material).
• Formação: áreas dedicadas a oficinas, workshops e difusão artística.
Origem e expansão
O projeto foi inspirado no sucesso do Estúdio Social da Candangolândia, que serviu como prova de conceito.
• O piloto: recebeu tantos nomes consagrados (como Kiko Peres, do Natiruts, e Victor Rice) quanto novos talentos e alunos da Escola de Música de Brasília.
• A expansão: após a lei ser sancionada pela governadora Celina Leão (PP), o objetivo é levar esse modelo para todas as RAs, permitindo que o artista grave seu material perto de casa.
Viabilidade financeira
Para que os estúdios saiam do papel, a lei prevê que os recursos venham de:
1. Emendas parlamentares: destinadas diretamente às administrações regionais ou à Secretaria de Cultura.
2. Parcerias: gestão conjunta entre o GDF e as secretarias competentes.
Por que isso importa?
A produção musical profissional é cara. Ao oferecer gratuidade na masterização e mixagem, o GDF remove uma das maiores barreiras de entrada para artistas independentes. Além de fomentar a economia criativa, a medida transforma as administrações regionais em polos de convivência e efervescência cultural, gerando impacto social direto nas comunidades.
Fonte: Ascom do deputado Hermeto







