Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (5) a suspensão da operação militar americana para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, um dia após seu início. A decisão ocorreu após avanços em negociações com o Irã, de acordo com informações do próprio presidente.
O chamado “Projeto Liberdade” tinha o objetivo de auxiliar embarcações a deixar o Estreito de Ormuz, área estratégica que o Irã passou a controlar em resposta a ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel. A operação foi iniciada na segunda-feira, mas rapidamente interrompida diante de possíveis avanços diplomáticos.
Trump afirmou, em publicação na Truth Social, que pausou a operação após solicitação do Paquistão, atuando como mediador, e de outros países. Segundo o presidente, houve “grande progresso rumo a um acordo completo e final” com Teerã. Ele acrescentou que a pausa é temporária para avaliar se o acordo poderá ser formalizado.
Apesar da suspensão da escolta, Trump destacou que o bloqueio naval aos portos iranianos permanece em vigor, como instrumento de pressão para um acordo que encerre os conflitos iniciados em 28 de fevereiro, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. O governo americano informou ter afundado sete embarcações iranianas durante a fase ativa da operação.
O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou que a fase chamada “Epic Fury” foi encerrada conforme notificação ao Congresso, conforme exigência legal dos Estados Unidos para operações militares sem autorização prévia. Rubio declarou que “os objetivos dessa fase ofensiva foram alcançados” e que Trump mantém a preferência por uma solução negociada.
Israel e Estados Unidos promoveram ataques ao Irã, resultando na morte de altos dirigentes e destruição de instalações estratégicas, mas sem provocar o colapso do regime iraniano, que por sua vez reagiu na região. Em 8 de abril, Trump já havia declarado um cessar-fogo, posteriormente prorrogado enquanto as negociações permaneciam estagnadas.







