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Conselho de Ética da Câmara aprova suspensão de Van Hattem, Pollon e Zé Trovão


Da redação

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 5 de agosto de 2025, por decisão majoritária, a suspensão por 60 dias de Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). Eles são acusados de ocupar a Mesa Diretora durante a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB), em Brasília, em agosto.

O relator Moses Rodrigues (União Brasil-CE) propôs a penalidade de dois meses para cada deputado, analisando os casos individualmente. As suspensões de Pollon e Van Hattem contaram com 13 votos favoráveis e 4 contrários; a de Zé Trovão foi aprovada por 15 a 4. O caso resultou de protestos no plenário e debate intenso no Conselho.

Os parlamentares declararam que devem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, podendo apresentar recurso em até cinco dias úteis. Caso o pedido seja rejeitado, ainda será possível recorrer ao plenário, permitindo que os 513 deputados decidam sobre a punição final. Zé Trovão e Van Hattem afirmaram que repetiriam a ocupação, enquanto Pollon classificou a sanção como “medalha”.

Durante a sessão do Conselho de Ética, a oposição tentou adiar a votação e discutiu regras como o voto à distância. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o processo seguiu por “desejo” e “revanchismo” do presidente da Casa. Pollon ainda defendeu seus colegas e pediu que apenas ele fosse punido.

A Corregedoria Parlamentar havia recomendado 30 dias de suspensão, mas o parecer aprovado aumentou a pena. As representações contra os deputados foram apresentadas por parlamentares do Republicanos, PT, PSB e PSOL, em resposta à ocupação e a manifestações críticas feitas por Pollon. O caso provocou reações dentro e fora da Casa.

O episódio levou à paralisação do plenário da Câmara por 30 horas, com a entrada restrita pela Polícia Legislativa. Os deputados buscavam pressionar por anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e pelo impeachment de ministro do STF. Posteriormente, a aprovação do projeto de dosimetria reduziu penas, mas foi vetada por Lula e o veto foi derrubado pelo Congresso.