Da redação
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, se reuniu nesta terça-feira (5), em Brasília, com Jorge Alberto Meza Robayo, representante da FAO no Brasil. O encontro teve como objetivo fortalecer a cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável, com ênfase em iniciativas voltadas à região amazônica.
Durante a reunião, o debate girou em torno de ações integrando pesquisa, inovação e políticas públicas para enfrentar desafios como recuperação de áreas degradadas, segurança alimentar e mitigação dos impactos climáticos. A FAO atua em mais de 130 países, apoiando governos na criação de estratégias para agricultura, nutrição e uso sustentável dos recursos naturais.
Um dos destaques do encontro foi o Projeto de Cooperação Internacional Mamirauá II, voltado à restauração de zonas úmidas e outros ecossistemas estratégicos da Amazônia. A iniciativa envolve capacitação técnica, desenvolvimento de tecnologias e apoio a comunidades tradicionais, além de metas como a recuperação de 25,7 mil hectares e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Luciana Santos ressaltou a importância da ciência como base para o desenvolvimento regional e para a implementação de soluções sustentáveis. “Quando o presidente Lula assumiu seu terceiro mandato em 2023, deixou claro a prioridade que o governo brasileiro daria à região amazônica”, afirmou a ministra, destacando ainda os esforços para criar infraestruturas de pesquisa e difundir tecnologias no setor.
Jorge Alberto Meza Robayo destacou a convergência de esforços entre a FAO e o governo brasileiro em ações para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Segundo ele, a cooperação tem avançado com foco na ciência, inovação, cooperação técnica e na geração de conhecimento para beneficiar comunidades locais e promover a conservação ambiental.
Entre as iniciativas do ministério estão o programa Mais Ciência na Amazônia e o Pró-Amazônia, ligados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), além da atuação de instituições como o Inpa, o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Instituto Mamirauá, que desenvolvem pesquisas e formam profissionais para a região.







