Da redação
O Palmeiras oficializou nesta terça-feira, 5 de agosto, sua saída da Libra, bloco que reúne clubes do futebol brasileiro. A decisão ocorreu após um acordo firmado entre Libra e Flamengo sobre a distribuição das receitas de transmissão de jogos, válido até 2029, que segundo o clube paulista, contrariou seus princípios na associação.
O entendimento anunciado entre Libra e Flamengo trata dos valores de audiência, fixando 30% da remuneração dos contratos com a Globo nesses critérios. O acordo, divulgado em nota conjunta, afirma ter encerrado divergências e afirma estar alinhado tanto com os pedidos da nova diretoria do Flamengo, empossada em janeiro de 2025, quanto com as preferências de parte dos clubes da Libra.
Os clubes destacaram que a solução buscou equilíbrio e ressaltaram a importância do esforço coletivo. Segundo o comunicado, Flamengo e os demais integrantes da Libra agora vão direcionar os trabalhos para fortalecer o mercado, valorizar as propriedades esportivas e focar na criação de uma liga nacional, em conjunto com a CBF e a FFU.
A saída do Palmeiras ocorreu em meio a críticas à condução do processo interno da Libra. Em nota oficial, o clube afirmou que “atitudes egoístas – quando não predatórias – inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança”. O texto cita também que a Libra teria se distanciado de seus propósitos originais.
O clube paulista destacou ainda que sua saída da associação não significa adesão a outros grupos, e declarou que acompanhará os próximos passos para a estruturação de uma liga, em articulação institucional com a CBF. O Palmeiras afirmou estar “aberto ao diálogo” e disposto a contribuir para a evolução do futebol brasileiro.
A decisão do Palmeiras evidencia desafios na criação de uma liga unificada entre os principais clubes do país. Apesar do acordo sobre direitos de transmissão representar um avanço, a divisão exposta pela saída paulista aprofunda dúvidas sobre a viabilidade de um modelo mais eficiente de organização e governança no futebol nacional.







