Da redação
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso nesta semana por decisão do Supremo Tribunal Federal, a partir de investigação da Polícia Federal. Conforme apurado, ele teria ameaçado um crítico em rede social citando mensagem com referência a “12 tiros no portão”. A detenção ocorreu durante a Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, Rangel teria reagido a críticas feitas em sua atuação como vereador no Facebook, pedindo o endereço do autor e afirmando que “vai dar jeito nele”. As mensagens interceptadas pela investigação embasam a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão do parlamentar.
Informações da PF indicam que o parlamentar seria líder de um grupo suspeito de direcionar obras e serviços em escolas estaduais para empresas previamente escolhidas. Parte dos valores pagos seria desviada, conforme a investigação. Há suspeita de que aliados tenham recebido cargos estratégicos para facilitar contratos públicos, e diálogos indicariam ameaças a críticos e adversários.
As investigações revelam ainda trocas de mensagens relacionadas à movimentação de dinheiro em espécie supostamente gerenciado por Luiz Fernando Passos de Souza, apontado como operador financeiro de Rangel. Entre os indícios reunidos aparecem imagens de maços de dinheiro e diálogos que mencionam saques de altos valores, além do uso de empresas em nome de terceiros.
A Polícia Federal aponta também possíveis irregularidades no financiamento de campanhas eleitorais, estimando que cerca de R$ 2,9 milhões teriam sido destinados de forma ilícita, inclusive à campanha de Thamires Rangel (PMB), filha do deputado, eleita em 2024. O documento da investigação cita ainda a ligação política entre Thiago Rangel e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj.
A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro afirmou que está revisando todos os procedimentos relacionados a obras em escolas, fixando teto de R$ 130 mil para pequenos reparos e colaborando com órgãos de controle. A defesa de Rangel declarou que o parlamentar nega qualquer irregularidade e que irá prestar esclarecimentos no processo.







