Da redação
A partir de 1º de julho de 2026, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação das categorias A e B deverão realizar exame toxicológico em todo o Brasil. Até então, essa exigência se restringia a motoristas profissionais das categorias C, D e E, conforme estabelecem novas regras publicadas pelas autoridades de trânsito.
A medida tem como objetivo ampliar a fiscalização do uso de substâncias ilícitas entre os condutores, buscando aumentar a segurança viária. O exame toxicológico detecta o consumo de drogas em um período recente e, até a mudança, era obrigatório somente para quem pretendia conduzir veículos de carga pesada ou transporte coletivo.
Segundo especialistas em trânsito, a inclusão do exame obrigatória para as categorias A e B pode gerar impactos relevantes no processo de habilitação. Candidatos flagrados no teste deverão aguardar um prazo determinado para nova tentativa, o que pode atrasar a obtenção do documento de habilitação.
Órgãos de trânsito informaram que o exame será exigido já na etapa inicial do processo para obtenção da CNH. Deste modo, o resultado negativo é pré-requisito para o andamento das próximas fases, como exames teóricos e práticos. Ainda não foram detalhadas as mudanças nos procedimentos em casos de resultado positivo.
Condutores das categorias C, D e E já são obrigados a realizar o exame toxicológico periódica e previamente à renovação da CNH. Esses motoristas também estão sujeitos a punições administrativas, incluindo multa gravíssima, caso deixem de cumprir a exigência dentro dos prazos estabelecidos.
Conforme informações das autoridades, a exigência do exame toxicológico para os candidatos das categorias A e B atende a uma atualização legal e visa alinhar o Brasil às recomendações internacionais de segurança no trânsito, embora medidas semelhantes ainda não estejam presentes em todos os países.







