Início Política André Mendonça analisa pedido da PF para transferir Daniel Vorcaro à Papuda

André Mendonça analisa pedido da PF para transferir Daniel Vorcaro à Papuda

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Da redação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, informou a interlocutores que avalia o pedido da Polícia Federal para transferir novamente o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Presídio Federal de Brasília, localizado na área do Complexo Penitenciário da Papuda. O pedido foi apresentado pela PF na última semana como parte de investigações em curso.

Conforme relatos de pessoas próximas ao caso, a solicitação da Polícia Federal teria ocorrido porque Vorcaro não havia entregue a primeira proposta de delação premiada às autoridades dentro do prazo esperado. A manifestação do órgão antecedeu a apresentação dos anexos da colaboração, formalizada apenas na quarta-feira, 6 de junho.

Ainda segundo relatos, o ministro relator realizou discussões consideradas ríspidas com a defesa do ex-banqueiro durante as negociações da delação. André Mendonça se mostrou insatisfeito com as informações iniciais apresentadas por Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Os anexos foram entregues às autoridades apenas nesta quarta-feira.

Na quinta-feira, 7 de junho, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), como parte de nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas que envolvem o Banco Master e possíveis irregularidades financeiras.

Entre as linhas investigativas, a Polícia Federal identifica indícios de repasses mensais de valores ao senador, feitos por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, os pagamentos teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente aumentado para R$ 500 mil. Felipe Vorcaro teve prisão temporária decretada durante a operação.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que a operação busca aprofundar apurações sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro. O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, declarou que a defesa “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.