Da redação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (7/5) que a Polícia Federal investigue o senador Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro. A medida ocorre após indícios relacionados à tramitação de projetos de lei sobre créditos de carbono, que envolvem documentos trocados entre Vorcaro e pessoas ligadas ao parlamentar, em novembro de 2023.
Segundo documentos obtidos, em novembro do ano passado, Daniel Vorcaro teria determinado que auxiliares retirassem rascunhos de projetos de lei de sua residência, encaminhando-os a um escritório para revisão e, na sequência, devolvendo-os processados a um servidor vinculado a Ciro Nogueira. Após esse processo, os textos não foram protocolados por Nogueira no Senado.
Os projetos de lei em questão – PL 5.174/2023, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), e PL 412/2022, do ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos-CE) – tratam de regulamentação do mercado de créditos de carbono. Ambos foram oficialmente apresentados em outubro de 2023, antes da solicitação de Vorcaro para retirada dos rascunhos.
Ainda conforme a decisão de André Mendonça, chamou a atenção dos investigadores o cuidado de Vorcaro com o transporte dos documentos. As instruções eram para que a pessoa responsável evitasse qualquer vínculo do material com o senador ou com o Banco Master, indicado pelo banqueiro.
Arnaldo Jardim, ao ser questionado, negou ter relação com Daniel Vorcaro ou Ciro Nogueira sobre o projeto e explicou: “É um projeto meu, porque eu o tornei mais consistente. Houve uma versão anterior do ex-deputado Christino Áureo. Todos dizem que o Paten é de minha autoria, e é mesmo”.
A reportagem tentou contato com Chiquinho Feitosa, mas até a publicação não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações do ex-senador. O processo segue sob sigilo e é acompanhado pela Polícia Federal, conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal.







