Da redação
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, determinou nesta quinta-feira, 7, que agentes federais de imigração no estado trabalhem com o rosto descoberto. A decisão ocorre após críticas a práticas do ICE desde o início das campanhas de deportação do governo Trump e visa maior transparência das operações.
Kathy Hochul afirmou que, segundo o novo protocolo, agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) não poderão mais atuar mascarados, salvo em situações devidamente justificadas. Desde o início das deportações em massa, agentes vinham cobrindo os rostos para evitar identificação e possíveis ameaças externas.
A governadora justificou a medida afirmando que “para o ICE, usar máscaras sem uma razão justificada não é mais que uma tática de intimidação, uma tentativa covarde de evitar qualquer responsabilidade”. Organizações de direitos humanos e representantes democratas vinham criticando o uso de máscaras nessas operações.
Além disso, Hochul anunciou restrições à atuação do ICE em locais considerados sensíveis. Agora, agentes federais só poderão entrar em escolas, bibliotecas, centros comunitários, postos de votação e outros espaços públicos mediante ordem judicial. Policiais locais também ficam proibidos de cooperar em operações motivadas exclusivamente por questões migratórias.
Tom Homan, responsável pela política migratória do governo Trump, reagiu afirmando que, se estados como Nova York aprovarem medidas restritivas, “vamos inundar a área”, indicando possível aumento de operações federais. Uma medida semelhante à de Hochul fora aprovada no começo do ano na Califórnia, mas acabou bloqueada por decisões judiciais em primeira instância e em apelação.
Segundo registros recentes, neste ano, dois cidadãos americanos foram mortos por agentes federais em Minneapolis, episódio apontado por críticos como reflexo das tensões crescentes entre autoridades locais e federais, além de ser usado em debates sobre responsabilização em ações policiais.







