Da redação
No Distrito Federal, a chegada da seca em 2026 intensificou a preocupação com infecções respiratórias, levando autoridades de saúde a reforçar a importância da vacinação dos grupos de risco. Até maio, foram confirmados 2.131 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), incluindo nove mortes causadas pela nova linhagem da Influenza A (H3N2), conhecida como gripe K.
A campanha de imunização contra a gripe, iniciada em 25 de março, utiliza a vacina atualizada da influenza, que abrange três variantes do vírus neste ano. São considerados prioritários gestantes, crianças de 6 meses a 6 anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com deficiências ou doenças crônicas, além de profissionais de certas áreas.
Segundo a Secretaria de Saúde do DF, a vacinação é a principal medida para evitar casos graves e óbitos por infecções respiratórias. Até o dia 6 de maio, 338.837 integrantes dos grupos prioritários foram vacinados, de uma meta de 1,1 milhão de pessoas. Foram recebidas 400 mil doses do Ministério da Saúde, com aplicação dentro do esperado pela pasta.
Casos como o de Ravella Machado, de 39 anos, evidenciam a adesão à campanha. Ela levou suas duas filhas gêmeas de nove meses para receberem, além da rotina vacinal, a dose contra gripe. Ravella afirmou que mantém o hábito de se vacinar e considera essencial imunizar os bebês, frisando: “Hoje, vemos muitas doenças sérias aparecendo que podem ser evitadas com a vacinação”.
A gripe K registrou os primeiros casos no Brasil em dezembro de 2025 e apresenta sintomas semelhantes aos demais vírus respiratórios, não havendo, até o momento, aumento da gravidade clínica. O médico infectologista Henrique Valle Lacerda ressaltou que se trata de um subclado da Influenza A, o que demanda vigilância epidemiológica para orientar campanhas e manejo clínico.
Além da gripe K, outros vírus como o sincicial respiratório (VSR) também preocupam, especialmente entre bebês e crianças com condições de saúde específicas. A orientação para prevenção inclui a vacinação, especialmente de gestantes a partir de 28 semanas e grupos vulneráveis, além de cautela com aglomerações durante o clima seco e frio, que favorece a propagação dessas doenças.





