Da redação
Equipes de resgate atuam com emergência na Indonésia para localizar e salvar 20 montanhistas que ficaram presos após a erupção do vulcão Monte Dukono na manhã de sexta-feira, 8 de maio, na ilha de Halmahera. O resgate ocorre devido à formação de uma coluna de cinzas de 10 km, segundo autoridades locais.
O Monte Dukono, considerado um dos vulcões mais ativos do planeta, mantém erupções contínuas desde 1933. Na sexta-feira, às 7h41 no horário local, a erupção foi registrada pelo Serviço Vulcanológico da Indonésia, acompanhada por tremores de intensidade variada conforme a agência nacional de gestão de desastres.
A escalada na região estava proibida nas duas semanas que antecederam o incidente. Apesar da restrição, vários montanhistas se encontravam próximos ao vulcão no momento da erupção. Segundo informações, nove dos alpinistas são de Singapura, enquanto os demais são indonésios.
Segundo um representante da polícia local ouvido pela BBC, o desastre resultou em três mortes: dois cidadãos de Singapura e um morador da ilha de Halmahera. As autoridades também informaram que cinco alpinistas ficaram feridos durante o evento, sendo socorridos por equipes de resgate.
Uma força-tarefa formada pela Agência Regional de Gestão de Desastres e pela Agência Nacional de Busca e Resgate permanece mobilizada na área, em busca dos montanhistas desaparecidos. Os trabalhos contam com recursos terrestres e visam localizar sobreviventes em meio à densa camada de cinzas.
O Monte Dukono é alvo de monitoramento constante pelas agências indonésias devido ao histórico de atividade desde 1933. A região de Halmahera fica a nordeste do arquipélago indonésio e já enfrentou diversas evacuações ligadas ao vulcão em décadas anteriores.







