Da redação
O governo federal destinou cerca de R$ 90 bilhões ao estado do Rio Grande do Sul e municípios gaúchos para reconstrução de escolas, unidades de saúde e apoio a empresas afetadas pelas enchentes de abril e maio de 2024. O valor representa 94% dos recursos previstos no Auxílio Reconstrução.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que a meta é utilizar integralmente as verbas. “Tem um tantinho [ainda não executado] que a gente quer terminar. Nós queremos bater a meta de 100%”, declarou. Belchior está em Porto Alegre nesta quinta-feira, 7, acompanhando o andamento da aplicação dos recursos e das obras.
Durante a visita, a ministra relatou que o governo busca identificar dificuldades para concluir os investimentos. Segundo ela, desafios podem existir tanto em órgãos federais, como a Caixa Econômica Federal, quanto nas prefeituras locais. O objetivo é solucionar eventuais entraves e garantir a finalização das ações previstas.
Além do Auxílio Reconstrução, que prevê o pagamento de R$ 5,1 mil em parcela única a famílias desalojadas e desabrigadas em 478 cidades alagadas, a Caixa executou o Saque Calamidade, liberando valores integrais do FGTS. O banco público também financiou a compra e reconstrução de imóveis para os atingidos.
Em Porto Alegre, Miriam Belchior reuniu-se com o governador Eduardo Leite, que solicitou ao governo federal a prorrogação do prazo de suspensão do pagamento da dívida do estado com a União. Conforme Leite, o adiamento permitiria direcionar recursos para projetos de irrigação nas cidades atingidas por estiagem nos rios Jacuí e Sinos.
O Auxílio Reconstrução integra um conjunto de medidas federais em resposta às enchentes no Rio Grande do Sul. Das verbas previstas para o programa, 94% já foram executadas até esta quinta-feira, restando uma pequena quantia a ser utilizada conforme aponta o governo federal.







